Tailândia

Com uma geografia privilegiada de praias paradisíacas com águas claras, o país atrai turistas do mundo inteiro interessados em suas belezas e em seus templos.

por fábio arruda

Tailândia, terra dos siameses.

A Tailândia, antigo reino do Sião, origem dos gatos siameses, é o único país do sudeste asiático que não foi colonizado pelos ocidentais. Forte na tradição e na cultura, abriga cerca 18 mil templos budista, os mais espetaculares daquela região.

  Com uma geografia privilegiada de praias paradisíacas com águas claras, o país atrai turistas do mundo inteiro interessados em suas belezas e em seus templos. Tornando-se um grande corredor turístico que liga Bangkok, sua capital, até a Indonésia, através da Malásia e Singapura.

Tailandia

Bangkok pode ser considerada a porta de entrada do sudeste asiático, grande e desenvolvida, a capital da Tailândia nos confunde com sua modernidade e tradição convivendo lado a lado. Grandes edifícios comerciais, viadutos e largas avenidas engarrafadas se misturam a complexos de templos cuidadosamente preservados e alvo obrigatório de qualquer turista que passa pela cidade.

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  Dentre os vários templos abertos à visitação, destaca-se o VAT PO, templo que guarda uma estátua de Buda banhada em ouro e com os pés de madre pérola. A estátua é deitada e tem 46 metros de comprimento e 15 de altura, é a maior da Tailândia.

O maior Buda deitado da Tailandia. Gran Palace - Bangkok

O maior Buda deitado da Tailândia. Gran Palace – Bangkok

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O maior Buda deitado da Tailândia. Gran Palace – Bangkok

O olhar sereno de Buda, presente em imagens por todo o país, nos induz a harmonia e a serenidade, é a verdadeira busca pela paz interior. Esses sentimentos são refletidos em toda sua população, 95 % budista, sempre prestativos e sorridentes.

Os jovens passam uma parte da vida como monge, raspam a cabeça, se vestem com túnicas laranjas e passam a meditar. São andarilhos que recebem comida e hospedagem dos habitantes em troca de bênçãos. Alguns evoluem e se tornam sacerdotes, mas a maioria retorna a vida convencional e muitos vão trabalhar com o turismo. Estima-se que existam 150 mil monges budistas pelo país.

Em lugares como Banglamphu, o bairro para mochileiros em Bangkok, ruas com a Khao San demonstram a alegria do povo tailandês ávido pelos dólares que os turistas podem proporcionar.

Na Khao San existem as hospedagens mais baratas e alternativas de Bangkok e por causa disso concentram-se bares, boates, lojas de artesanato, comércio de produtos falsificados, lojas de conveniência tipicamente americanas e pequenas agências de viagem, que lhe oferecem pacotes para vários destinos, inclusive a países vizinhos como o Camboja ou o Laos.

É uma rua que não para, funciona 24 horas, sete dias na semana, nas calçadas são oferecidos estranhos pratos com aranhas, grilos ou baratas assados na chapa. O acesso Internet é possível em vários lugares.

A prostituição é uma grande realidade do país, as mulheres tailandesas são conhecidas pelo seu erotismo, esse fato fez com que o turismo sexual, que convive harmoniosamente nos centros turísticos, colocasse o país com um dos mais altos índices de AIDS no mundo.

As belezas naturais são facilmente encontradas nas ilhas do Golfo da Tailândia. Pode-se ir de Bangkok até Surat Thani de trem, alugue uma cabine e viaje a noite, é bem tranqüilo e econômico. Surat Thani é uma cidade de passagem (hub), lá existem barcos que partem para as ilhas do golfo ou trens para Malásia.

Ko Samui é ilha a mais estruturada, inclusive com um aeroporto que recebe vôos de Bangkok, para quem está disposto a gastar um pouco mais. Ko Pha-Ngan é mais tranqüila, ainda tem praias que só existe acesso através de pequenas canoas locais. Todas as ilhas são paradisíacas, porém nada se compara ao pequeno arquipélago Ang Thong National Marine Park, formado por 42 ilhotas o parque nacional conta com uma sede administrativa em uma das ilhas.

Na sede existem pequenos chalés para hospedagem, mas a melhor opção são as barracas de camping que podem ser alugadas com colchão e travesseiro e armadas na areia da praia com total segurança e tranqüilidade, pois na ilha só moram os funcionários do parque.

Reserve uns três dias para o arquipélago, além das trilhas a pé pela ilha principal e o mergulho em águas transparentes, você pode negociar com um funcionário do parque um passeio de canoa pelas ilhas. É impressionante!

Quando se conhece a Tailândia ficamos com impressões confusas de um país lindo, com problemas sociais e riqueza cultural. Um local em que o turismo tem grande interferência econômica, mas sem afetar muito nas decisões da população ou do governo é como se fosse uma interferência no limite do necessário.

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* Brasileiro não precisa de visto prévio na Tailândia, porem é necessário ter o certificado de vacina contra febre amarela.

* Os tuk-tuk, triciclos motorizados que fazem o transporte local, é uma excelente opção de translado em Bangkok. Combine o preço antes e se possível tenha anotado o destino, de preferência em Thai, língua local, pois alguns não falam inglês.

Quando ir: Evite o período de junho a setembro, é o verão tailandês e chove bastante.

Curiosidade: 

  O filme “The beach” (A praia) foi todo feito na Tailândia e tem cenas na rua Khao San e no Parque Nacional Marinho Ang Thong.

O Sul da Tailandia, costa oeste, foi seriamente atingida pelo Tsunami que aconteceu na região em 2004.

Nunca esqueça:·

* Se for para alguma ilha trate de comprar ou alugar equipamento básico de mergulho (máscara, nadadeira e snorkel).

* Para visitar o complexo de templos Gran Palace, em Bangkok, é necessário esta vestido com calças, camisas cobrindo os ombros e sapatos, as regras valem para homens e mulheres.

* Na maioria dos templos, em alguns restaurante e lojas é necessário tirar os sapatos para entrar, esteja sempre com uma boa meia.

* Se for fotografar pessoas peça permissão antes, na maioria dos casos eles gostam e são muito simpáticos.

* Atenção em alguns lugares que não é permitido fotografar, verifique antes se existe algum tipo de sinalização informando.

* Ao chegar em um aeroporto já tenha o endereço do local que pretende ir para facilitar a saída de forma rápida e barata.

* Mapas e guias são fundamentais. Uma boa opção é procurar por um shutle (ônibus que faz o “leva e trás” do aeroporto para várias regiões da cidade) que já tem o preço definido.

Fábio Arruda

Essa expedição teve o apoio da Greenish e Politur viagens.

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Fábio Arruda
Documentarista, ambientalista e professor. Autodidata, especialista em fotografia ambiental, viajou por mais de 750 cidades em 15 países de todos os continentes.

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